08/06/11

Opinião.

- Está a começar a chover.
- Eu sei, e não trouxe chapéu...
- Oh, como se isso importasse! É verão, aproveita love.
- Sim, é da maneira que nos purifica, nos reutiliza destes males que andamos a fazer.
- De certa forma, sim. Aliás, espero que sim. Isto tudo é muito delicado, tal como a religão. Tu sabes o que quero dizer.
- Sim, sei. Como eu te compreendo. Demasiado bem, até.
- Pois, mas não devia ser assim. Deviamos ser certos estranhos, um para o outro.
- E agora já não vale a pena fugirmos, molhados já estamos.
- Mas tu estás mais, ou não? 
- Não, impressão tua. 
- Certeza?
- Sim, nada disto são lágrimas de dor ou de alegria.
- São gostas de purificação.
- Pode-se dizer que sim.


Mãos dadas, corpos afastados, mas um amor que aquecia aquela noite de verão. Eles não eram perfeitos, não o tentavam ser. O quê? Não, não me lembro de onde tudo começou. Mas acho que as coisas perdem piada se forem controladas como robôs o fazem. O mundo de hoje está demasiado mecanizado. As escolas, a igreija, a educação em casa, tudo isto contribui para isso e são poucos os que se parecem importar com isso. Pois eu importo-me, e vou fazer a diferença. Nem que seja ao ensinar alguém, os meus filhos, sobrinhos, primos, seja quem for. Eu sei que vou fazer a diferença. Só acho que todos precisam de uma purificação, incluindo-me, claramente, para deixar-mos de ser todos do mesmo saco e passar-mos a ser do nosso próprio saco.

1 comentário:

zore disse...

O facto deste post não ter nenhum comment repugna-me.

Adorei :D