13/08/10

É preciso um novo começo.


Ele estava sentado a renovar a parede do seu quarto novo. Tinha acabado tudo com a namorada, mudou de cidade, mudou de casa, mudou a sua vida. Depois daquele relacionamento ter chegado ao fim, ele sabia que era uma boa oportunidade para mudar de ares. A sua família já tinha pensado em mudar e, sabe lá deus como, naquele preciso momento, decidiram mudar. Agora, já com a sua nova vida a começar, ele estava a assentar os pés na terra. Mudaram-se para longe, mas ainda perto da antiga cidade. Ainda não tinha feito amigos nenhuns, mas já tinha descoberto alguns dos seus vizinhos. Um em especial, mas isso é para outros dias. Agora é para desempacotar tudo o que outrora foi empacotado. Limpar a nova casa, pintar as paredes, tectos e o chão e, por fim, arrumar tudo no sítio. Era tudo como uma pequena metáfora da vida d’ele. Ele tinha uma vida desarrumada que não mudava por nada. As coisas eram sempre as mesmas, mas com uma nova jarra ou um novo lençol. Mas nada era completamente novo. E, por isso mesmo, farto daquela vida em rotina, ele decidiu dar uma volta de 249º. Acabou com a relação em que estava, que, diga-se por passagem, estava envenenada. Avisou quem tinha que avisar da sua nova morada e novos contactos, e partiu. Deixou tudo para trás, tudo o que era dele. Queria largar tudo da sua vida passada para continuar com a nova vida que lhe esperava.

Enquanto ouvia a sua música favorita, Hey Soul Sister dos Train, ele renovava o seu novo quarto. Ao inicio, estava semelhante ao antigo. As paredes pintadas de bege, e a porta castanha. Mas ele não estava para isso. Pegou nas latas de tinta e pintou uma parede de azul, uma de branco, uma de verde e a outra de laranja. Atirou com roxo para a porta e deixou o chão ficar pingado por todas as cores. O tecto, foi todo pintado de preto. Colou espelhos com todas as formas no tecto e uma bola de discoteca. Na porta colou um poster gigante dos Flyleaf. Na parede onde a cama ia ficar encostada, a laranja, nada fez. A parede pintada de azul, foi decorada com fotografias dos sítios onde queria ir em férias, viagens e sonhos. Desenhos fictícios, e coisas do género também lá foram colocados. Tudo juntamente com recortes de jornais, revistas, cadernos, e tudo o que tivesse algo que gostasse. Chegou a escrever frases com letras recortadas e coloca-las na mesma parede. A parede pintada de verde foi onde ficaram os móveis da roupa e um espelho gigante. E por fim, a parede que ficou pintada de branco ficou à espera da sua nova vida. Foi a parede escolhida para o novo, para o desconhecido.

As últimas palavras da música foram, por fim, cantadas por ele. Hey, hey, hey Tonight. Ele olhou para parede em branco, vazia, e levantou-se com um papel na mão. Besuntou o papel e a parede com cola e colou o pedaço de papel. Chegou-se para trás e apreciou o novo pedaço da sua nova vida. Era uma fotografia da sua nova rua, da sua nova casa, e da tal vizinha.

11 comentários:

Ki disse...

Aí as vizinhas xD Já se sabe ^~ Muito bonito! Rebenta com tudo e recomeça, só assim se vai mais longe!

Suh* disse...

GOSTEI...
tens grande imaginaçao :)

Mel disse...

percebi este texto.

andreia. disse...

adorei :) é uma pena que seja uma 'one shot' e não tenha continuação, está muito bem conseguida :D

incógnita disse...

gosteii muito =)

Qéé disse...

temos que ter uma conversinha, --.

Isabel disse...

Gostei muito do texto (:

andreia. disse...

a música deixa-me sem palavras :o adorei desde a primeira vez que a ouvi ;b

sendo assim, vou passar a vir aqui mais regularmente, fiquei mesmo entusiasmada com a one shot (:

Amorinha =) disse...

Gostei muito!

Boa musica!

andreia. disse...

de nada.

andreia. disse...

já agora, tens um selo para ti no meu blog ;)