São palavras que conservamos nos nossos interiores para que não saiam quando devem. Ou quando não devem. São sempre decisões nos instantes e que, bem, pode-se dizer que cada uma tem consequências diferentes. Mas há sempre palavras que vamos remoer mais tarde. Ora, hoje mandei fora. Hoje estás borboleta, ora isso pensas tu. Eu só estou a por os pontos nos is para que compreendas o quanto me estás a chatear. E já foram 19 anos sem abrir a boca, acho que tens sorte por ter sido tão educado e tão dentro de limites. Doí um tanto pensar que te tenha magoado por ter dito tais coisas, mas má love, as coisas existem para ser ditas. E como sou honesto de sangue, lá foram elas disparadas. Estamos bem. Beijinhos trocados. Bocas mandadas entre sorrisos.
A maior parte das vezes não dizemos as coisas que devíamos. Mas à que as dizer. Sim sim, à que as dizer.