11/06/11

Homo.

- Um dia teremos que lhe dizer a verdade, Edmundo.
- Eu sei... mas vai ser tão complicado para ela! Ela ama-me!
- So do i.
- Oh, i know... não sei o que fazer. Eu sinto um carinho especial por ela, acho que era incapaz de lhe dizer a verdade.. Já para não falar nas coisas que ela seria capaz de fazer no estado em que ficará..
- Eu sei que as coisas podem correr para o pior, mas tem que ser. Tens que lhe dizer de uma vez por todas que não estás interessado nela! Isto também me magoa, sabes? Vê-la assim, agarrada a ti...
- Sim sei, desculpa... Tens razão, eu tenho que lhe contar. *suspiro*
- Vá, força. Vais ver que tudo corre bem. *segura-lhe a mão*
- Eu amo-te, João..
- Eu também de amo Ed..

Era assim que eles estavam. Amavam-se mutuamente, mas era complicado. Poucas pessoas sabiam da existência daquele amor homosexual e ainda menos aceitavam tal género de gente naquela comunidade. Era uma escola privada, só para pessoas ricas, digamos. O que será o melhor a fazer, era o que eles se perguntavam dia e noite. Noite e dia.
Mais tarde, depois daquela conversa, foram para o teatro de inglês que tinham. Sentaram-se na última fila e ela, claro, tinha que se sentar entre os dois. Pois bem, do Ed, nada conseguiu. Bem que se atirou a ele, que disse piadas, que, supostamente, deixou cair o telemóvel por acidente e ao baixar-se para o apanhar, por acaso, tinha ficado com os seios à mostra. Este tipo de coisas, ora ora, era mais que comum com ela ao pé. Mas ele nada lhe ligou. Só estava interessado em duas coisas. Na peça, em si, que era cómica como tudo, e na mão que ele segurava por detrás da cadeira dela. A mão dele.