02/09/10

A bela da resposta.

Ao tentar explicar o que se passava comigo, eu escrevi-te uma carta. E, sinceramente, senti-me um pião sem pé com a tua resposta. Alguém sem sentido, ainda mais vazio.


"Mas como é que tu ainda não percebes-te que estou mal por falar contigo? Não é por me chamares de “amor”, “paixão”, “bebe”, seja o que for! Eu estou mal pelo simples acto de nós, eu e tu, falarmos. O meu ser já não sabe viver com tal coisa e eu, por muito que não pareça, estou a fazer um esforço para tal passar a acontecer! Não quero falar contigo ao mesmo tempo que só desejo voar daqui e cair à tua beira a contar-te todas as novidades. Só quero que sejas feliz com essas pessoas novas da tua vida, ao mesmo tempo que ainda te quero só para mim. Só te quero esquecer, apesar de todas as noites pensar em ti, nos momentos que tivemos e nos momentos que podemos vir a ter. Todos os erros que cometemos massacram-me a cabeça. Tudo o que não fizemos e podíamos ter feito, levam o meu coração à loucura. Tudo porque eu ainda te amo e não te vou conseguir esquecer. Tu queimas-te a minha pele e esta queimadura nunca irá sarar. Por agora preciso de tempo e muito espaço. És tu na terra e eu na lua. E mesmo assim não sei se chega! Quero estar o mais longe possível de ti para me reconstruir sem ti. Reaprender a respirar, a comer, a ver, a ouvir, a viver, sem ti. Lá quando o diabo é rei, eu mandar-te-ei uma fala minha para saber como estás e como eu estou. Para saber se já é altura de voltar a ser teu amigo, de voltar a ter-te na minha vida. E quando isso acontecer eu quero que sejas um acrescento à minha vida, não um suporte. Talvez te venhas a tornar num suporte, mas não o espero tão cedo. Eu só quero o meu bem, e não o teu mal. Se pelo caminho na busca da minha felicidade, eu te magoar, desculpa. Mas tem que ser. Primeiro eu, depois eu, a seguir eu, e só depois, talvez, tu. Agora é o meu tempo definitivo, aquele de que sempre precisei e só agora o estou a conceder. Não devias levar com ele porque não merecias, mas tem que ser, agora. 







Por favor, espera por notícias minhas e evita espetares mais o dedo nesta ferida aberta. Eu amo-te, beijo. Até um dia, que tudo te corra bem. "

E a tua resposta calorosa foi "tu é que sabes. adeus".


É a isto que eu tenho que me agarrar? É isso que me queres dar? Ok, eu aceito. Mas hei-de retribuir, da mesma maneira.