22/07/10

Uma história por esquecer.

Sabes, nunca me vou esquecer. Foram dias que, como que obrigados pelo universo, ficaram gravados nas minhas moléculas do meu cérebro. Mais propriamente na minha memória. Foram dias de horror, de pena, de angústia, de amores, de alegrias, de sentimentos misturados. Começaram por ser como um filme romântico, depois de comédia. De seguida drama e suspense. Por fim, de terror. Vai na volta e sempre foi um filme de terror, eles sempre têm coisas boas. Coisas que não indicam ser um filme de terror até chegarem aqueles sons estranhos, as pessoas desaparecidas, as cidades desertas, os telefonemas em anónimo, as mortes.

Hei-de continuar a viver, sem dúvida. Mas sempre com aquele medo peganhento de que tudo pode voltar a acontecer. Ora, não somos nós que escolhemos os filmes, eles é que nos escolhem a nós.